O que me chama a atenção na discussão sobre a USP é a desqualificação de interlocutores e temas. Quando foi que os bem nascidos perderam a cidadania e o direito de reivindicar? Classe social descredencia alguém para o debate político e de políticas? Só tem Mauricinho e Patricinha na USP? Foi o dinheiro ou o desepenho escolar que colocou os alunos na universidade?
Liberação da maconha é tema proibido? Ou é tema de debates em vários países e até de FHC? PM garantindo segurança?
Recomendo a visita a qualquer, QUALQUER, periferia do país e que se indaque o sentimento da população em relação à polícia... Estamos discutindo seriamente estratégias de combate à violência na USP ou em qualquer outro lugar?
A quem interessa detonar as universidades e a legítima atuação política estudantil? Qual ensinamento da pedagogia da intolerância e da truculência? Que segurança temos e a quem o sistema, de fato, protege? Convenhamos que os grandes consumidores e traficantes NÃO estão na universidade.
Que democracia é essa que elimina debates e negociações para agir com a força? Ficamos na superfície acusando os estudantes de alienados, será? Quem está longe da realidade da universidade, e das ruas? Nós ou eles? Será que não estamos nos esquecendo que fomos jovens para virarmos arautos de moralismo tosco, que tolera a polícia violenta e que acha que manifestação é sinônimo de baderna?
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